sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Melhor e o pior da E3 2009

Olá, como vai?

Eu preferiria ter ficado em Los Angeles a voltar para a vida real…

A semana de E32009 é uma escapadela da realidade. Tudo parece girar em torno dos joguinhos e o futuro da diversão digital. Todo o resto parece que é menos importante - menos desastres de avião, que aí também é demais. Eu prevejo aqui que, no ano que vem, o mundo irá olhar para a E3 com outros olhos. Talvez de um modo diferente do que enxergam um evento como a Comicon, por exemplo. A Comicon, que rola todo julho em San Diego, deixou de ser uma festa para nerds de quadrinhos e se tornou a referência para o mercado do cinema. Já com a E3 será diferente - deixará de ser a festa para nerds de games para se tornar a referência em… Música? Cinema? Esportes? Tecnologia de ponta?

Ou seria tudo isso junto? Porque estou falando de um evento que consegue atrair, de uma só vez, formadores de opinião do naipe de Steven Spielberg, James Cameron, Tom Hanks, Verne Troyer, Pete Sampras, Tony Hawk, Pelé, Mike Tyson (que só não apareceu lá por causa de um acidente familiar), Jack Black, Paul McCartney, Ringo Starr, Eminem, Jay Z e etc.

Então, pode esperar os olhos do resto do mundo muito mais apontados para a E3 no ano que vem. Se essa foi quente, a do ano que vem será o inferno - no bom sentido (existe lá mau sentido no inferno?). Mas espero também que isso não represente uma descaracterização da indústria de games como a conhecemos. Me refiro ao fenômeno que normalmente ocorre quando algo obscuro de que gostamos se torna famoso de uma hora para outra - automaticamente, deixamos de curtir aquilo da mesma maneira. Mas veja a lista de convidados especiais da E3: os games já são praticamente mainstream - dá para eles se tornarem ainda mais populares?

Dá, sempre dá. E para nós que estamos envolvidos com o negócio até o pescoço, vai ser ainda mais interessante ver isso acontecer.

***

Ah, sim. O melhor e o pior da E3.

Não pensei muito a respeito, vou confessar. Mas vou criar umas categorias para citar as coisas mais memoráveis deste ano. O importante, não esqueça, é fugir do óbvio.

E aqui estão minhas categorias:

Melhor game jogável de Xbox 360: Splinter Cell: Conviction. Enfim, ficou bom.

Melhor game jogável de PlayStation 3: God of War 3. É como um jogo de ação cheio de fatalities.

Melhor game jogável de Wii: Wii Sports Resort. É, aquele Motion Sensor funciona mesmo.

Melhor game para download: Shadow Complex, da Epic Games, o mais perto que se pode chegar de um Super Metroid para o Xbox 360, empatado com ModNation Racers, o Mario Kart fundido com LittleBig Planet do PS3.

Melhor vídeo de game que vai levar uma vida para sair: The Last Guardian, na coletiva da Sony.

Melhor vídeo de game que tem data de lançamento: a abertura de The Beatles: Rock Band. De chorar, pode admitir.

Melhor joystick de game musical para decorar a casa: pick-up de DJ Hero, empatada com a Gretsch de Beatles: Rock Band.

Melhor celebridade deslocada de seu contexto original: Pelé na coletiva da Ubisoft, sem tradutor, sem media training, sem papas na língua. Entende?

Melhor celebridade à vontade em eventos desse tipo, mas na hora mais ingrata: Tony Hawk, na coletiva da Microsoft, logo após a saída de Paul e Ringo do palco.

Melhor game estrelado por celebridade brasileira: Academy of Champions (Wii), aquele com o Zico. Ops. Não, com o outro cara lá que vestia a camisa 10.

Melhor celebridade dos games que preferiu se resguardar: Shigeru Miyamoto, que cansado de pagar mico em coletivas, preferiu ficar escondido. Fez bem esse ano.

Melhor utilização de rock’n'roll em game: adivinha?… Brütal Legend, é óbvio.

“Melhor” trabalho de marketing: Sony/Square Enix anunciarem Final Fantasy XIV antes mesmo de sair o XIII.

Melhor behind doors de empresa: Activision e suas apresentações longas, porém exclusivas e interessantes, além do almoço liberado para todo mundo.

Melhor apresentação de game behind doors: Modern Warfare 2, no estande da Activision. Mas poderia ter sido a fase no Rio de Janeiro.

Pior behind doors de empresa: Alan Wake, no estande da Microsoft. Quase dormi (e não é trocadilho). Mas o jogo parece legal, em sua mistura de Max Payne e Resident Evil 4.

Melhor festa: a da Activision, para Guitar Hero e DJ Hero. Uma das maiores da história - talvez só menor que a da Sony em 2005.

Pior festa: da Bethesda, marcada para o mesmo horário da festa da Nintendo. Aí não dava.

Melhor novidade tecnológica que ninguém pôde ver (a não ser os VIPs): Project Natal

Melhor novidade tecnológica com nome de cidade brasileira: pera, que essa tá difícil…

E eu poderia continuar por dias, mas tenho que ir para casa… Continuo amanhã.

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